Brasil: Camponeses do MPA abrem casa de produtos agroecológicos no Rio de Janeiro

Brasil de Fato

Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) também vende alimentos sem veneno através de sua página web

Cansados de entregar seus produtos a preços baixos a intermediários que ficam com a maior parte do lucro, os camponeses do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que produz alimentos sem agrotóxico, decidiram criar um sistema para estar em contato direto com os consumidores.

Além de vendas da cesta camponesa que é feita pela internet, os agricultores agora contam com um espaço próprio, a casa Raízes do Brasil, localizada no pitoresco bairro de Santa Teresa (na Rua Aurea, n. 80), na região central do Rio de Janeiro. Esse espaço, aberto mês passado, representa uma importante conquista para o MPA.

“Raízes Brasil é um espaço onde as pessoas podem se encontrar, ter acesso a uma alimentação de qualidade, agroecológica. Aqui as pessoas sabem de onde vem cada produto. Esse é um espaço que aproxima campo e cidade”, explica Humberto Palmeira, integrante da coordenação do MPA.

A ideia é abrir um restaurante, que terá como base os produtos orgânicos produzidos pelos camponeses e oferecer pratos típicos de todas as regiões do Brasil. Também haverá atividades culturais, de música, literatura e debates. “Começamos com um café da manhã camponês, que vamos realizar uma vez por mês. E em dois meses já teremos várias atividades funcionando na casa”, garante Humberto.

A loja de alimentos orgânicos já está aberta ao público, entre 9h e 18h, de segunda a sábado. Também é possível fazer encomendas. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail cestaraizesdobrasil@gmail.com ou do whatsapp (21) 99506-5740.

O MPA é um movimento de caráter nacional e popular, constituído por grupos de famílias camponesas. Seu principal objetivo é a produção de comida saudável para seu consumo próprio, mas também para a sociedade, garantindo assim, a soberania alimentar do país. Além disso, busca o resgate da identidade e da cultura camponesa, respeitando as diversidades regionais.

*Texto editado na sexta-feira (9), às 13h13.

Edição: Vivian Virissimo