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Declaração de Cancún da Via Campesina

Não aos negócios de mercado propostos pelos governos dos países industrializados e as corporações transnacionais. As milhares de soluções à crise climática estão nas mãos dos povos!

Os membros da Via Campesina - provenientes de 29 estados do México e de 36 países de todo mundo - e diversas organizações nacionais e internacionais, juntamos nossas milhares de lutas em Cancún para exigir à Conferência das Partes de Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 16), justiça ambiental e respeito à Mãe Terra; para denunciar as ambiciosas tentativas dos governos, principalmente do Norte, de comercializar todos os elementos da vida em benefício das corporações transnacionais; e para dar a conhecer as milhares de soluções que têm os povos para arrefecer o planeta e frear a devastação ambiental que hoje ameaça seriamente a humanidade.

V Congresso da Coordenadora Latinoamericana de Organizações do Campo: Declaração de Quito

Quito, Equador, 8 a 16 de outubro de 2010
Depois de 518 anos de resistência à invasão, o despojo e a exploração, chegamos na terra de Eloy Alfaro, de Tránsito Amaguaña e de Manuelita Sáenz. Transitamos pelos caminhos da América plenos de mística e força, lutando, movilizándo-nos e debatendo, levantando nossas bandeiras, fortalecendo nossas organizações e ampliando nossas alianças. Aos pés do vulcão Pechincha, na metade do mundo, realizamos nosso V Congresso depois que um ano de esforço organizativo e mobilizador.

V Congresso da Coordenadora Latino-americana de Organizações do CampoQuito, Equador, 8 ao 16 de outubro de 2010Pronunciamentos, linhas de ação e campanhas

 Pronunciamentos
Repudiamos a concentração e o monopólio de terras em todas suas formas. Continuaremos lutando por uma Reforma Agrária integral e por uma agricultura camponesa, dos povos originários e afrodescendentes que alimente à humanidade e proteja à Mãe Terra.
Denunciamos e rejeitamos ao agronegócio e às grandes corporações que ocupam, destroem e ameaçam de forma permanente nossos povos e comunidades, nossos territórios, nossas formas de vida e culturas. Reiteramos que as transnacionais são nosso principal inimigo.

Solidaridade com os povos e suas lutas!

A partir do 11 de setembro de 2001, com a queda das torres gêmeas, os EUA deram um golpe planetário e o poder norte-americano se transformou no Estado mundial para a submissão. Se impõe assim no planeta uma estratégia de repressão violenta que ocupa diversos mecanismos como a guerra aberta, a luta contra o tráfico de drogas, o terrorismo e a delinqüência, o paramilitarismo e a ajuda humanitária em casos de desastre. Desta maneira, se criminalizam os movimentos e as lutas sociais.

IV Assembleia da Articulação de Mulheres do Campo da CLOC – Vía Campesina

Ao ritmo das lutas históricas dos povos e movimentos sociais, a América Latina iniciou um caminho de mudanças sem precedentes, de desenvolvimento do pensamento crítico, reforçando o projeto socialista, a construção do Bom Viver / Viver Bem, cristalizado em processos de transição que estão comprometidos com a descolonização e por profundas transformações, que levem a sociedades de igualdade, justiça e soberania, bem como a harmonia entre os seres humanos e a natureza. Para as mulheres rurais de nossa América, reunidas na metade do mundo, o reconhecimento dos direitos da Pachamama (Mãe Terra) e de nossos deveres para com ela, a afirmação da diversidade da economia como produtiva, a prioridade da reprodução da vida e não do capital, é uma realização significativa das reivindicações históricas das campesinas rurais, indígenas e afrodescendentes. Mas, enquanto estamos satisfeitos com esta evolução, que resultam de nossas lutas e resistências, reafirmamos nossa determinação de continuar lutando para que a proposta feminista continue ajudando a definir as mudanças socialistas que desejamos, para aqueles que lutaram incessantemente até que as forças combinadas do capitalismo e do patriarcado sejam parte do passado.

Declaração da III Assembleia Latinoamericana

Quito – Equador, 8 e 9 de Outubro de 2010
Nos dias 8 e 9 de outubro de 2010 na cidade de Quito - Equador, onde comemoramos o aniversário da morte do comandante Che Guevara, e o Dia Internacional da Juventude Rural, nos reunimos 172 delegados e delegadas de 52 organizações de 17 países membros de toda a América Latina, membros da CLOC VC, convidados e representantes da Ásia e da Europa, totalizando cerca de 250 participantes para trocar diferentes experiências de lutas dos jovens rurais, indígenas e de ascendência africana em cada um dos nossos países, que nos permitiu construir propostas e medidas específicas para o fortalecimento da articulação da juventude em nível continental.

Trem da Vale faz mais uma vítima em assentamento no Pará

 Joaquim Madeira, de 74 anos, foi morto na manhã desta sexta-feira (29/10) na Ferrovia de Ferro Carajás, sob concessão da Vale, na altura do assentamento Palmares, do MST, atropelado pelo tem da mineradora. O idoso já havia perdido o filho, Juari Madeira, na mesma circunstância e local há oito anos.
Neste momento, os assentados interditam a ferrovia em protesto contra mais uma morte no corredor de Carajás, que corta municípios dos estados do Pará e Maranhão, sendo o principal meio de escoamento do minério extraído da Serra dos Carajás, no Pará.Segundo a organização Justiça nos Trilhos, a Vale é responsável por uma série de atropelamentos ferroviários.
Em 2007 foram contabilizados 23 mortos, em 2008, foram registradas nove mortes e nada menos do que 2860 acidentes.Essa é a segunda vez que a ferrovia é interditada pelos moradores do assentamento. A primeira ocorreu em 2007 por aproximadamente um mês para pressionar a Vale a cumprir seus deveres sociais perante a comunidade.

IV Assembleia de Mulheres da CLOC discute patriarcado e capitalismo

A Assembleia teve inicio com uma mística emocionante, que destacou as martíres do continente latinoamericano e seus ensinamentos para a luta de hoje. A comissão de organização do V Congresso da CLOC foi chamada para saudar a todas e todos participantes da Assembleia de Mulheres. Diego Montón transmitiu a todas as saudações da Comissão Continental do Congresso. Segundo Montón, o V Congresso da CLOC terá uma participação de mulheres maior do que a de homens. “As mulheres estão assumindo esse protagonismo de que necessitamos, de que os povos tanto necessitam. O cuidado com as semente e com as plantas que garantem a alimentação do mundo, se deve às mulheres. Assim como estamos avançando na luta contra o capital, estamos avançando na luta contra esse mal que é o machismo”, disse ele.

Entrevista coletiva apresentou a jornalistas as pautas do V Congresso da CLOC

Na coletiva de imprensa realizada ontem, 8 de outubro, no espaço da Universidade Central de Quito, onde está sendo realizado o V Congresso da CLOC, dirigentes da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo, CLOC - Via Campesina, informaram a agenda de discussão do Congresso, que se realiza de 8 a 16 de outubro em Quito, Equador. Perto de 1000 delegadas e delegados se concentrarão em um acampamento construído, em mutirão, pelos militantes da CLOC. De acordo com os porta-vozes presentes na coletiva, no marco do V Congresso se realizam também a III Assembleia Latinoamericana da Juventude e a IV Assembléia Latinoamericana de Mulheres do Campo.
O V Congresso da CLOC é o resultado de um processo de luta, avaliação e formação continental de um ano de preparação que se iniciou em abril de 2009, em Havana, Cuba, e que foi fortalecendo-se com diversas reuniões em nível continental. Para a CLOC este espaço é um desafio, para confirmar sua capacidade de articulação da luta continental, além de ser uma ocasião para encontrar-se parte dos militantes camponeses e indígenas latinoamericanos, e chegar a definições políticas que ajudem a fortalecer sua capacidade de ação continental. Confiram algumas declarações no vídeo, para asssistir clique  aqui.

III Assembleia de jovens da CLOC começa amanhã

dscn0446De diversos países já começam a chegar delegados e delegadas jovens para a III Assembleia de Jovens que se realizará em 8 e 9 de outubro em Quito, no Equador, no marco do V Congresso da Coordenadoria Latino-americana de Organizações do Campo – CLOC. O trabalho de organização para a III Assembleia Latinoamericana da Juventude da CLOC-VC vem sendo realizado há mais de um ano em diferentes instância,s tanto nacionais, regionais, quanto continentais. “A expectativa da III Assembleia é poder no marco da CLOC impulsionar um processo de articulação da juventude e avançar em um processo de organização mais coletivo do continente” indicou Cleber Folgado, da CLOC-VC Brasil.