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Por Brasil do Fato

Empresa transnacional já havia sido responsabilizada pela morte de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, em 2015

As feiras do Movimento Sem Terra celebram nossa luta. Depois de ocupar e produzir, resistimos cotidianamente socializando nossa cultura e a produção de alimentos saudáveis com o povo da cidade. Nós seguimos em luta, pois acreditamos que outro modelo de produção é a base de uma sociedade livre e justa. Alimentar é um ato político!

A cada ano que passa, as marcas do crime do dia 05 de novembro de 2015 no Rio Doce ficam mais evidentes. Os mais de 50 milhões de m³ de rejeitos de minério derramados nas águas chegaram como um tsunami, devastando tudo o que encontrava no caminho, matando dezenove pessoas e acabando com o modo de vida ribeirinho.

Três anos depois, uma marcha que percorre o mesmo caminho da nascente (em Minas Gerais) à foz do Rio Doce (no Espírito Santo) encontra saudade, injustiça, indignação, mas também esperança, união e luta.

João Pedro Stédile - Solidariedade do MST ao Acampamento Quilombo Campo Grande

Em 1998, 450 famílias Sem Terra ocuparam a área da usina Ariadnópolis, na cidade de Campo do Meio, Sul de Minas. O local, que então pertencia à Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA) e que soma uma dívida de R$300 milhões de reais, faliu e encerrou suas atividades dois anos antes da ocupação em 1996.

O tempo passou e os quatro mil hectares em que apenas a monocultura de cana-de-açúcar predominava ganharam vida e hoje geram trabalho e renda para mais de duas mil pessoas.

Após 23 anos desde a última visita ao Brasil, delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) chega ao Brasil para verificar a situação dos direitos humanos. A última visita da CIDH ao país foi em 1995.

O órgão da OEA observará a situação dos direitos humanos no Brasil, abordando os eixos transversais: discriminação, desigualdade, pobreza, institucionalidade democrática e políticas públicas em direitos humanos.

Milhares de atingidos realizam manifestações ao longo dos 650 km atingidos pela lama de rejeitos em luta por seus direitos. População denuncia que Renova não construiu sequer uma casa e centenas ainda não são reconhecidos 

No dia 5 de novembro completam-se três anos do maior desastre socioambiental do Brasil: o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton.

A violência agrária no estado de Mato Grosso parece não ter fim: prisões, assassinatos, pistolagem, trabalho escravo, despejos e expulsões são realidades cotidianas. Mesmo sob denúncias e avisos, estas violências teimam em permanecer. A morosidade e a permissividade do Estado legitimam e, por vezes, institucionalizam estas ações.

Eu luto todos os dias comigo mesmo. É uma batalha que dura, pelo menos, metade de minha existência até aqui. Esqueço-me desta luta somente quando paro para prestar atenção em minha própria respiração. Lutar e respirar. Respirar e lutar. Como um mantra. Luto contra mim mesmo porque parte de mim é o mundo. Metade de mim é de coisas que aprendi com o mundo.

Vivemos um processo eleitoral totalmente atípico. Desde o encerramento do período militar não tínhamos a prisão política de um líder, como a de Luiz Inácio Lula da Silva, injustamente condenado, e que teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Um processo em que forças que atuavam, até então, nos porões do país, emergiram a disputa presidencial provocando uma grande onda de ódio e violência contra o povo brasileiro.