Brasil: Fomos Milhares De Mulheres Nas Ruas Contra O Fascismo E Por #EleNão

As mulheres em todos os Estados brasileiros e no exterior neste sábado (29) pintaram as ruas de povo e ecoaram o #EleNão, contra o fascismo, contra a violência, contra o capital, contra o machismo e o capitalismo neoliberal nos atos programados em todo país. Com batucada, bloco de carnaval, cartazes, faixas, lambes, pirulitos e muita animação os atos formam pacíficos e com presença de mulheres de todas as idades, inclusive crianças. As mulheres camponesas do MPA, neste sábado não fizeram diferente, formam as ruas construindo este dia histórico, em 10 Estados e mais de 22 locais diferentes.

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Ato em Porto Alegre. Foto: MPA

No Sergipe, Poço Redondo, as manifestações começaram ainda no dia 28 a noite. Em Santa Catarina, São Miguel do Oeste e Chapecó as mulheres iniciaram o dia nas ruas, assim também foi na Paraíba, Campina Grande. No Rio Grande do Sul os atos se deram em todas as regiões do Estado, Frederico WestphalenSanta Cruz do SulPorto Alegre, Encruzilhada do Sul e Palmeira das Missões, da mesma forma foi na Bahia, mobilizando no RecôncavoSanto Antônio de JesusCapim GrossoJacobina e Salvador. No PiauíPicos e Monsenhor Hipólito, em São Paulo (Capital) e Rio de Janeiro (Capital) as manifestações tiveram forte atuação das mulheres e das brigadas de juventude. No Distrito Federal, Brasília, e em Rondônia, Porto Velho, mesmo com a repressão da polícia a multidão tomou as ruas. Ainda em Rondônia as mulheres se mobilizaram em Ji ParanáJaruRolin de Moura e Ariquemes que foi dia 30/09 junto com a parada do orgulho LGBT.

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Ato em Picos (PI). Foto: MPA

As mulheres do MPA, como explica Leila Santana do Coletivo Nacional do Gênero do Movimento, foram as ruas para dizer que “não aceitamos o avanço do conservadorismo, bastante evidente no atual processo eleitoral, a partir das manifestações, posicionamentos ideológicos de extrema direita e atos públicos do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que pauta sua candidatura à Presidência do país sustentada numa base machista, homofóbica, racista e sexista”. A medida que as manifestações formam crescendo a taxa de rejeição do candidato também cresceu, conforme a última pesquisa divulgada pelo DataFolha divulgada na sexta-feira (28), chega a 46% de rejeição, completa Leila.

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Ato em Capim Grosso (BA). Foto: MPA

Estas também foram as razões pelas quais milhares de mulheres nos outros Continentes também foram as ruas e manifestaram sua posição diante do fascismo e por #EleNão. Na Europa as manifestações foram na Alemanha (Berlim), na Holanda (Amsterdã e Haia), na Irlanda (Dublin), na Suécia (Malmö), na Itália (Milão), na França (Paris e Lyon), na Espanha (Santiago de Compostela e Barcelona), em Portugal (Cidade do Porto, Coimbra e Lisboa), na Noruega (Oslo) e na Dinamarca (Aahrus).

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Ato em São Paulo. Foto: MPA

Já na América, os atos foram realizados na Argentina (Buenos Aires e Rosário), nos Estados Unidos (Atlanta, Boston e Nova Iorque), no Canadá (Quebeque) e na República Dominicana. O continente africano foi representado pela África do Sul (Cidade do Cabo) e a Oceania pela Austrália (Melbourne e Sydney).

 

Por Comunicação MPA com informações da cobertura colaborativa dos Atos