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CPT divulga dados parciais dos Conflitos no Campo Brasil de janeiro a setembro de 2011

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Martes 13 de Diciembre de 2011

Os dados são parciais

1º - porque são os que chegaram ao conhecimento do setor de documentação da CPT neste período. Existem inúmeros casos de conflitos e de violências contra os trabalhadores do campo que não chegam ao conhecimento, nem dos agentes da CPT, nem dos veículos de comunicação.

2º - São parciais, também, porque ainda não chegaram ao Setor de Documentação os dados de alguns regionais da CPT, que os repassam nas vésperas da divulgação do relatório anual.

3º - São parciais, ainda, porque em alguns casos, por exemplo, de assassinato, não estão ainda claros os motivos do crime e se aguardam novas informações. Enquanto isso o caso não é incluído no Banco de Dados da CPT.

Violência renitente

Os números relativos a janeiro a setembro de 2011, indicam uma redução geral de conflitos – redução de 777, em 2010, para 686, em 2011, -12%. Mas a queda não esconde que a violência se mantém e firme. Faz parte da estrutura agrária do país. Este número refere-se ao conjunto de conflitos que a CPT registra: por terra, por água e trabalhistas, no campo.

Individualizando cada categoria de conflito, os conflitos por terra se reduziram de 535, em 2010, para 439, em 2011. Os conflitos por água de 65, em 2010, declinaram para 29, em 2011. Já os conflitos trabalhistas, concretamente o trabalho escravo apresentou elevação. Em 2010, neste período, foram registradas 177 denúncias de trabalho escravo, em 2011 este número se elevou para 218.

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DECLARAÇÃO FINAL DA I ESCOLA LATINOAMERICANA DE COMUNICAÇÃO DA CLOC-VIA CAMPESINA

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Manágua, 30 de novembro de 2011.

Dialogar para mobilizar e transformar: contra o modelo do capital, América Latina luta!

Porque a comunicação é um direito dos povos e não mercadoria, promovemos a palavra e tecemos uma comunicação que construa um sentido de liberdade, soberania e dignidade.

A partir da experiência dessa primeira I Escola Latinoamericana de Comunicação da CLOC-Via Campesina, nós, militantes de várias organizações componentes da CLOC – Via Campesina, bem como convidados e parceiros da mesma, reunidos em Manágua, Nicarágua, terra de Sandino, na Escola de Formação Francisco Morazán Quezada, entre os dias 24 e 30 de novembro deste ano, firmamos como compromissos enquanto coletivo de comunicação latinoamericano :

- A importância da criação e estruturação das equipes que fazem parte do coletivo de comunicação da CLOC-Via Campesina e de sua legitimação no marco de seu V Congresso, realizado em outubro de 2010, em Quito, Equador, através da Declaração de sua Mesa de Comunicação.

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Despedida

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Para Egídio, que em grego, é “aquele que protege"

egidioA Terra hoje se alegra por receber de volta quem a cuidou e protegeu

Como um fruto que amadureceu no galho

Traz a doçura e as sementes para entregar à mãe, aquilo que é seu.

Mas, se ganha a Terra em doçura e qualidade

A humanidade perdem, em ternura e simplicidade.

Perdem os camponeses do mundo

Um criador de gestos tão profundos

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25 de Novembro: Dia de luta contra a violência à Mulher!

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O dia 25 de novembro é uma data importante para Movimento de Mulheres Camponesas -MMC, que se organiza de diferentes formas (debates, manifestações, encontros, distribuição de folhetos) para dizer: Basta de violência contra as mulheres!

A violência é uma prática cada vez mais visível em todos os âmbitos da vida humana, causando muita dor, sofrimento e lágrimas, ferindo a dignidade e a vida de muitas pessoas.

A violência é sempre uma demonstração de poder contra uma pessoa, grupos, comunidades ou classe social e com impactos danosos para a humanidade. Contudo, ela se apresenta de forma diferenciada para homens e mulheres.

A violência masculina contra a mulher é fruto do modelo patriarcal de sociedade, onde as relações pessoais afetivas estão fundamentadas não nos sentimentos e no afeto, mas no principio da propriedade, do controle e do domínio sobre a mulher.

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Organizações lançam campanha contra a privatização da água

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Martes 8 de Noviembre de 2011

mabNesta segunda-feira (7) um conjunto de entidades e movimentos sociais inicia a campanha Água para o Brasil, contra a privatização do setor de água e saneamento. O lançamento da campanha acontecerá na Assembléia Legislativa de Alagoas, em Maceió.

As organizações que integram a campanha defendem que o serviço de água seja público e estatal, ou seja, que é um papel do Estado oferecer este serviço com qualidade a todos os brasileiros e brasileiras. A experiência da privatização de diversos serviços no país durante a década de 90 já mostrou que quem paga a conta desse processo é a população, sobretudo os mais pobres, que sofrem com o aumento no preço dos serviços e a piora na qualidade.

No entendimento das organizações, a privatização da água aparece atualmente na forma de projetos de Parcerias Público e Privada (PPPs), que vem ganhando força em diversos municípios nos últimos anos.

“Para nós, a água não é um recurso privatizável. É um bem de todos. Sem água não há vida. Por isso, deve permanecer em mãos públicas, não devendo, de forma alguma, virar objeto de exploração comercial”, afirma Franklin Moreira, presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU).

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